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  • Por que escolhemos a energia da cana-de-açúcar?

    DATA: 21/09/2017

    Publicado por: Atvos

    Optar pela cana-de-açúcar como matéria-prima oferece mais vantagens ambientais que a utilização de combustíveis fósseis. De acordo com a Agência Internacional de Energia, utilizar etanol em vez de gasolina, por exemplo, pode reduzir em cerca de 89% a emissão de gases do efeito estufa (GEE).

     

    É dos canaviais que vem a maior parte da fonte brasileira de energia renovável, correspondente a 15,7% de toda a matriz energética nacional. Esse percentual coloca o Brasil acima da média mundial no uso de energia limpa, que é de 13,2%, mas está longe de representar todo o potencial agrícola de um país com dimensões continentais.

     

    Conferência internacional

    Em 6 de setembro, a Odebrecht Agroindustrial – que tem capacidade de produção anual de 3 bilhões de litros de etanol e 3,1 mil GWh de energia elétrica a partir de biomassa – apresentou em Luxemburgo um trabalho realizado pela Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVCEs/FGV) que confirma os impactos positivos do etanol de cana em relação a similares como gasolina e etanol de milho.

     

    A apresentação da Agro durante a principal conferência internacional de análise de ciclo de vida (ACV), a Life Cycle Management, destacou o uso desse tipo de combustível como alternativa real para a redução dos impactos ambientais da atividade humana. Dentre os principais diferenciais do etanol brasileiro enquanto matéria prima, destaca-se o efeito positivo da Mudança do Uso do Solo – ou Land Use Change (LUC). No caso da Agro, esse aspecto é potencializado pelo modelo de negócio. A empresa só cultiva cana-de-açúcar em áreas anteriormente antropizadas (cujas características originais foram alteradas pelo homem), recuperando em grande parte áreas degradas por pastagem, por exemplo. Outro ponto importante é o fato de a operação da empresa ser 100% mecanizada, sem a queima do canavial para colheita, prática usual em empresas que realizam a colheita manual.

     

    “Em tempos de discussão sobre o Renovabio – política de Estado que traça uma estratégia conjunta para reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis na matriz energética brasileira –, o estudo ratifica que o etanol é uma alternativa real para a redução das mudanças climáticas”, ressalta Mônica Alcântara, responsável por Sustentabilidade no Negócio.

     

    Mônica lembra que essa é uma das metas estabelecidas pelo Brasil no Acordo de Paris, em 2015, ratificada na NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira. Energia acessível e limpa é, também, o sétimo dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que orienta políticas nacionais e acordos de cooperação internacional em Sustentabilidade.

     

    A Agro tem atuado em iniciativas relacionadas ao compromisso brasileiro com a redução de emissões de GEE, como a Empresas Pelo Clima (EPC) e a Iniciativa Empresarial em Clima (IEC). Também vem apoiando o posicionamento empresarial para a precificação do carbono como um instrumento para tomada de decisão nos negócios e inclusão de políticas públicas climáticas.

     

    Os números da última safra da Agro mostram que o impacto da sua produção energética já interfere no meio ambiente. De acordo com seu inventário GEE, as emissões evitadas pelo uso do etanol que a empresa produz e comercializa somaram 4 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

     

    Você sabia?

    A produção do etanol a partir da cana-de-açúcar gera substratos como bagaço e palha, que podem ser utilizados na produção de energia térmica, mecânica e elétrica.

     

    O que diz o estudo

    O trabalho elaborado no âmbito da iniciativa Ciclo de Vida Aplicado (CiVia), do GVCEs, faz parte da publicação Experiências e reflexões sobre a gestão do ciclo de vida de produtos das empresas brasileiras. Foi publicado em junho como um marco importante para a atuação nos temas que permeiam a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) de produtos e o avanço desta agenda no setor empresarial brasileiro.

     

    Os resultados mostram que as emissões da fase agrícola (produção e transporte de cana-de-açúcar) representam cerca de 76% das emissões totais de GEE da Agro. A produção industrial e a distribuição de etanol representam, em conjunto, cerca de 17% das emissões e a queima de etanol como combustível, cerca de 7%. Já em relação à pegada hídrica, o estudo aponta o uso da fertirrigação – técnica de adubação que utiliza a água de irrigação para levar nutrientes ao solo – como uma boa prática do setor na redução de captação de água no meio ambiente.

     

    “Estes resultados servem para a construção de diagnósticos que identificam os pontos relevantes tanto da parte de emissões de GEE quanto do uso de água. A partir disso, aprimoramos indicadores internos para a melhoria dos nossos controles na produção de etanol”, acrescenta Mônica.

     

    O petróleo inevitavelmente acabará um dia, por ser uma fonte energética não renovável, o que compromete em longo prazo a produção de gasolina e diesel. O etanol, por sua vez, não possui limite de tempo de existência, já que depende apenas de terras cultiváveis. Já existem estudos apontando que a expansão do cultivo da cana-de-açúcar para atender à demanda projetada no cenário de redução de emissões de GEE pode ser, na sua maior parte, realizada em áreas de pastos degradados.

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